Os moliceiros não foram feitos para serem fotografados. Foram feitos para colher algas. A pintura nos cascos — vermelho e azul, listras horizontais, o nome em letras serifadas — é uma exigência da função: sinaliza família, oficina, herança. Quando o barco para de trabalhar, a pintura começa a falar de outra coisa.
Esta série surge desse momento de transição. O Novo S. José já não sai. Está encalhado num paréo de areia entre a duna e os prédios da Costa Nova — um animal grande deitado entre dois mundos. É impossível não ler nele uma natureza-morta contemporânea: o objeto comum elevado pelo tempo, pela luz baixa, pelo enquadramento que decide o que importa.








Impressão fineart sobre papel de algodão, edição limitada e assinada. Formato máximo: 150 × 100 cm.
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